Marketing proporciona sucesso às empresas que o utilizam de maneira eficaz

Quando se fala em marketing logo se imagina vendas, mas o marketing está além, porque tem a ver com diagnóstico, informação, estratégia e também está relacionado às ferramentas de comunicação que podem ser utilizadas de forma integrada com todos os departamentos de uma empresa.

Para retratar a importância do marketing para as organizações falamos com empresários de sucesso em Uberlândia, educadores, consultores, pessoas de destaque e com experiência no que diz respeito ao assunto e a comunicação, pessoas que usam estratégias, ferramentas eficazes, que planejam ações diárias para entender e encantar seus clientes.

Tatiana Parreira, publicitária e especialista em marketing, professora nos cursos de graduação e de MBA em Gestão de Marketing e Comunicação Integrada na ESAMC, também trabalha como gestora da Maestro Gestão de Ideias, possui experiência com projetos focados no lançamento de novos produtos, gestão mercadológica, comunicação e construção de marca. Ela conta como aplicar o marketing de maneira bem sucedida.

“O processo de trabalho com gestão de marketing apresenta muitas possibilidades de implantação. O correto é fazer antes um bom diagnóstico, seguido de uma avaliação da empresa e do setor para verificar se esta empresa já está madura o suficiente para entender as ferramentas de marketing e para observar se a organização está preparada para o desenvolvimento desse trabalho”.

Segundo Tatiana é comum as pessoas confundirem comunicação com gestão de marketing, sendo que a gestão é um processo bem mais amplo do que comunicação. Por isso é importante verificar qual a real necessidade da empresa através do diagnóstico. “Se a empresa decidir trabalhar com marketing ela terá uma série de ferramentas para colocar em prática e contribuir para que esteja adequada com a realidade, com os desafios e oportunidades de mercado. Outra situação será ter um departamento de comunicação que também vai trabalhar dentro da esfera de marketing com um nível mais específico e com ações mais pontuais, não necessariamente envolvendo o negócio como um todo. Por isso depende da maturidade e do momento de cada empresa para aplicar essas ferramentas e colher um resultado mais aprimorado”.

Outro aspecto relevante para a professora é a informação, também considerado essencial para a eficácia do marketing e da comunicação, que precisa ser visto de uma maneira estratégica, porque podem ser usados a favor dos negócios durante a tomada de decisão. “Nesta fase de excesso de informações e da rapidez com que elas chegam, há uma maneira de acompanhar e filtrar informações internas e externas através de uma ferramenta de marketing chamada SIM (Sistema de Informação de Marketing), possibilitando que essas empresas tenham níveis melhores de informações estruturadas com respaldo para suas decisões. É preciso transformar essas informações em conhecimento para os tomadores de decisões, porque uma diferenciação com uma posição sólida ocorre através de decisões que são tomadas ao longo do tempo”, afirma Tatiana Parreira.

Diante de um cenário de constantes mudanças por causa do avanço tecnológico, vieram as novas mídias e o acesso ao consumo de novos segmentos com diversificação de públicos, gerando novos desafios principalmente para os profissionais de marketing.  No que diz respeito às novas mídias, Tatiana Parreira afirma que as empresas estão se preparando para isso e se adaptando, porque há várias possibilidades no mercado. Ela explica que há interações do consumidor com vários tipos de mídias, como as digitais que estão crescendo, incluindo o mobile que é a comunicação através de aparelhos móveis, mas também há interações com as mídias tradicionais como impresso, TV e outras. “Ainda ocorre muito investimento nas mídias tradicionais, porque elas têm funções e aplicabilidades diferentes das digitais. Sempre terão fases de mudanças e as empresas vão se adaptar. Existem tecnologias que vieram pra ficar, mas também outras que foram com a rapidez que vieram”. Quanto à diversificação de públicos, a professora afirma que ocorre devido às mudanças culturais e sociais. Ela cita como exemplo o público da terceira idade que tem crescido bastante, mas que tem dificuldades em encontrar produtos especializados. Outro exemplo é o público infantil com uma demanda crescente pelo poder de influência na decisão de compra, inclusive pelo próprio consumo. Segundo Tatiana, houve uma mudança cultural que fez com que esse público mais jovem fosse valorizado. “Em relação às classes sociais, houve uma ascensão ao consumo, mas que ainda está havendo um ajuste no sentido de como consumir. Apesar de questões econômicas, o consumo está acontecendo. O ideal é conhecer como atender esses públicos porque são necessidades diferentes”, ressalta Tatiana Parreira.

Entender as gerações favorece relacionamento e convivência.

Alzira Almeida é psicóloga de formação com mestrado em Política, Planejamento e Gestão da Educação pela UNB (Universidade de Brasília). Professora universitária, com experiência em gestão acadêmica, foi reitora da Unitri, atuou como consultora do MEC/INEP para fins de avaliação institucional, foi diretora da ACIUB (Associação Comercial e Industrial de Uberlândia) nas gestões de 2000/2002 e 2006/2008. Desde 2009 atua como sócia-diretora da Rhaizes Espaço de Formação Aberta.

A psicóloga fala sobre o aumento da expectativa de vida, onde comenta sobre um público que está em evidência, o da terceira idade, e também destaca um fator que precisa ser observado com atenção por se tratar de relacionamento, fator esse que tem a ver com comportamento por estar ligado às gerações.

Quando se trata da terceira idade nota-se o aumento da expectativa de vida, onde os idosos mostram o desejo de permanecer saudáveis e expressam a vontade de trabalhar o maior tempo possível. Como também demonstram a vontade de consumir produtos que os atendam bem, gerando uma oportunidade de mercado para quem quiser investir nesse público. Atualmente ocorre que a insuficiência de trabalhadores preparados para cuidar dos idosos gera uma grande oportunidade de desenvolvimento de serviços especializados. “A par da inquietante mudança demográfica, com o expressivo crescimento da população de mais de 65 anos (de 9% em 2010 para cerca de 20% em 2050), cabe às organizações e seus líderes saber aproveitar o interesse desse grupo de profissionais em buscar uma segunda carreira e exercitar novas funções, como também cabe aos profissionais do marketing ficar atentos a esse público promissor”, afirma Alzira Almeida.

Em relação ao comportamento vale lembrar que há uma necessidade de se entender e se adaptar com as diferenças alheias, principalmente quando se trata de questões como relacionamento, negócios e de trabalho em grupo. Alzira conta que as diferenças das características entre as gerações podem gerar conflitos. “Trata-se de uma equação desafiadora, tanto para as empresas como para as lideranças na gestão de seus talentos”. Como forma de lidar com essas diferenças, ela ressalta que a melhor maneira será conhecer e entender cada uma das gerações, para que haja adaptação no relacionamento, favorecendo nos âmbitos profissionais e pessoais. “Quando se entende as diferenças entre as gerações, fica mais fácil essa adaptação, podendo conciliar o entusiasmo do jovem empreendedor e o conhecimento de quem tem décadas de experiência, especialmente para lidar com conflitos, fazer reestruturações e garantir as condições de sustentabilidade para as organizações”.

Alzira explica que essas diferenças que ocorrem nas famílias, nas instituições educacionais e organizações das mais diversas naturezas, exigem um movimento de olhar o outro com os olhos do tempo para saber como agir nas relações. “Cada geração é produto da época em que vive, é formada em contextos absolutamente diferentes em sua forma de pensar, agir e trabalhar. Isso quer dizer que as características do contexto em que cada geração foi formada influenciam suas atitudes e comportamentos”.

Alzira destaca as gerações e suas características, fazendo a análise de cada uma delas:

O ânimo combativo dos Boomers

São denominados Boomers as pessoas nascidas entre os anos de 1946 a 1964. Definidos como uma das gerações mais ativas e menos egoístas de todos os tempos, os Boomers estiveram na “vanguarda da expansão da liberdade individual”. A postura de desconfiança diante da autoridade, aliada a um acentuado senso de justiça, impulsionou-os a lutar pelas mudanças sociais e transformou-os na força dominante no cenário político. Do ponto de vista cultural, a identidade dos Boomers foi marcada pela televisão e pelo rock’n roll. Como a primeira geração a crescer em frente à TV, eles compartilharam eventos e fatos marcantes com as pessoas do seu grupo etário, estabelecendo um vínculo até então nunca visto em gerações anteriores. Unidos pelo consumismo, influenciaram a economia com seu enorme poder de gasto e continuarão a influenciar, especialmente por seu estilo de vida saudável e paixão por tecnologia.  Sua disposição para atualizar-se e rever crenças reflete a importância que atribuem à oportunidade de fazer algo significativo e de ocupar suas vidas. Ao participarem de grupos de trabalho com os mais novos, sentem-se estimulados a trocar experiência e a tirar o máximo de proveito do que eles têm a oferecer. Dessa forma, sentem que estão retribuindo à sociedade o que lhes foram proporcionados ou realizando sonhos deixados para trás. Na verdade, o motivo maior, agora, é a satisfação pessoal.

O pragmatismo da geração X

São denominadas geração X as pessoas nascidas entre os anos de 1965 a 1980. Coincidindo com o período em que as mulheres estavam dedicadas às suas carreiras, abrindo espaço no mercado de trabalho, seus filhos tiveram que aprender precocemente a serem independentes e autossuficientes; conviver com o stress dos pais excessivamente dedicados ao trabalho e a conquistar uma estabilidade financeira, mesmo que para isso fosse necessário sacrificar o tempo dedicado à família e ao lazer.

Influenciados por esse contexto, os profissionais X possuem um estilo bastante peculiar por serem criteriosos na avaliação de projetos, precisam saber como e por que trabalhar neles; seu perfil é resultante da combinação das seguintes características: paradoxais porque precisam de certa dose de apoio e referência, ao mesmo tempo em que têm total aversão a um estilo de supervisão que afete sua liberdade de movimento; individualistas, oscilam entre a necessidade de ficar sozinhos e de comunicar suas ideias e sentimentos e são inclinados a inovar, têm forte necessidade de encontrar sentido nas pequenas coisas do cotidiano, de ter clareza das etapas do que fazem, de ter feedback constante do que produzem e criam. Em razão dessas características, devem ser desafiados a cumprir objetivos e não prazos, relacionar-se com as atividades, tendo no líder um aliado importante para o seu desenvolvimento pessoal e profissional e realizá-las num ambiente de liberdade para pensar e agir por conta própria. Essa forma de gestão valoriza sua capacidade de ser flexível, de adaptar-se a mudanças e de consolidar um jeito colaborativo de trabalhar.

A interatividade da geração Y

São denominados geração Y as pessoas nascidas entre os anos de 1981 a 2000. Para os integrantes dessa geração, viver em um mundo eminentemente virtual e global significa ser capaz de acompanhar o dinamismo e a velocidade com que a informação é transmitida. Cresceram desenvolvendo tarefas múltiplas e, por isso, são rápidos, inteligentes e contra as categorizações tradicionais de raça, sexo, religião e posição social. Utilizam diferentes canais de comunicação para fortalecer seus relacionamentos e por em prática ações de transformação do mundo em um lugar melhor para se viver.

Seu perfil é resultante da combinação das seguintes características: Inquietos, ansiosos, impacientes com o excesso de direção e com as etapas próprias de um processo; são paradoxais, precisam estar seguros das etapas que enfrentarão em uma tarefa antes de executá-la; são capazes de reter a ideia básica central e não o todo, em função da dificuldade de selecionar e correlacionar as informações; têm afinidade com pessoas idosas, trabalham bem com as idealistas e valorizam as empresas que se preocupam com as questões sociais e a preservação do planeta.  Para assegurar bons resultados no desempenho dos profissionais da geração Y é indispensável manter o equilíbrio entre supervisão, orientação e liberdade.

Relacionamento abre portas para o sucesso

Celso Machado é um profissional bem sucedido principalmente na área da comunicação. Ele se destaca através da facilidade com a qual tem em se comunicar com o público. É autor de mais de quinhentos e setenta textos, como cronista, onde expõe sua criatividade semanalmente no Jornal Correio há dez anos e já publicou dois livros. Atualmente tem uma empresa que se dedica a projetos culturais e memória empresarial, onde em um dos projetos ele é apresentador do programa de TV “Uberlândia de Ontem e Sempre”, que completou quatrocentas edições e também lançou a quarta edição do Almanaque Uberlândia de Ontem e Sempre, onde retrata a valorização e resgate da história da cidade.

Com seu olhar criativo, Celso Machado explica como consegue ser bem sucedido em todos os veículos de comunicação que atua e como faz para encantar seu público. “Costumo mostrar um lado diferente daquilo que as pessoas não prestam atenção, sob o olhar de buscar, aprender e escutar em diferentes ambientes sempre observando. Imagino de outra forma, aquilo que é aparente, mas que as pessoas não percebem. Essa é uma das características que gosto de passar, gosto muito da curiosidade. Mostrar o outro lado do cotidiano sobre o que é comum”.

O comunicador comenta que o relacionamento é algo muito valioso em que as pessoas precisam estabelecer uma relação de confiança com informações verdadeiras, com costume de serem bem tratadas e de serem ouvidas. “A atenção é um produto escasso hoje, as pessoas gostam de ser chamadas pelo nome, querem ser compreendidas ou no mínimo serem aceitas. Considero-me bem sucedido, mas porque sempre procurei ter excelentes relacionamentos. Não tenho vergonha de me aproximar de alguém, de expor minhas ideias, de externar meus sentimentos e de ser como sou”, ressalta Celso Machado.

Em meio a seus projetos culturais ele retrata a história da vida das pessoas, traz à tona o sentimento de vivência e ativa a lembrança delas, explica Celso Machado. “Toda pessoa tem uma história bonita, o que falta é ouvir e repercutir. As pessoas são muito consumistas e imediatistas, o que tento fazer em nossos projetos é valorizar aquilo que merece ser valorizado. Meus novos amigos não são novos, mas quando busco a história de vida deles, percebo que tem conhecimento, lição e muita sabedoria. É uma fonte maravilhosa para ser absorvida. Tenho a curiosidade de conhecer, saber como as pessoas fizeram as coisas e o que é importante para elas, aprendo demais com isso”.

Celso Machado reconhece a importância de sua equipe e afirma trabalhar com pessoas mais qualificadas do que ele, diz que abre espaço para que elas mostrem seus talentos e que gosta de ouvi-las. Ele também destaca a importância do público. “Trabalho com uma equipe maravilhosa que me atende em tudo que preciso. Também valorizo muito o público, porque os leitores e os telespectadores são coautores de tudo que faço. Tento contribuir, estar disponível, gosto verdadeiramente de estar com pessoas e de escrever com o coração até mais do que com palavras”, ressalta.

Empresa visualiza necessidade de mercado e amplia carteira de clientes

O empresário e artista plástico Eriberto Angeli Gussoni (Beto) atua no mercado publicitário desde a década de 70. É sócio-proprietário da RB Propaganda, onde administra junto com seu filho Marcel Gussoni. A empresa está no mercado há 22 anos, onde apresenta um crescimento médio de 7% ao ano. A agência atende clientes de pequeno, médio e grande porte, como Center Shopping, Barolo, Nidera Sementes, Jiva Tecnologia e empresas do grupo Algar. “Atendemos clientes de outros estados, incluindo São Paulo, Goiás e Mato Grosso”.

Beto destaca a necessidade das organizações de se adaptarem ao crescimento do mercado e comenta sobre a importância de se atentar às oportunidades de demandas que cada setor oferece.

Gussoni conta que para satisfazer o cliente ele faz algo a mais, ele visualiza a necessidade de mercado e tenta ser o mais completo possível. “Atendemos um público variado e além de fazermos campanhas publicitárias, oferecemos serviços voltados para a comunicação empresarial e também organizamos eventos promocionais e institucionais junto com os clientes. A empresa se formata conforme a necessidade do público. Quando os clientes procuram a agência, eles buscam aumentar participação de mercado, conquistar novos clientes, mas também buscam estreitar o relacionamento”, afirma.

O empresário explica que com o crescimento da cidade o mercado aumentou e está mais competitivo, bem como as necessidades dos clientes também aumentaram. Em busca de atender essa demanda, a empresa acompanha as tendências e trabalha de maneira inovadora. “O marketing está relacionado a todo o trabalho que é feito na agência. Valorizamos o dom, mas unimos criatividade com informações estratégicas para obter resultados positivos”.

No que diz respeito ao investimento em marketing, normalmente os resultados aparecem em médio e longo prazo. Gussoni diz que às vezes é comum acontecer de alguns clientes serem resistentes, pelo fato de não terem meios eficazes de medirem os resultados ou até mesmo porque dependem dos tipos de negócios que atuam. Como consequência, esse cliente começa a perder participação de mercado, porque no mesmo segmento várias empresas investem. Já o cliente que faz esse tipo de investimento e utiliza de ferramentas certas para mensurar o retorno, ele alcança crescimento.

“Marketing não é apenas venda, tem todo um planejamento de conceito e reforço de marca, também está relacionado com a construção do nome no mercado, porque o público está mais atento e as empresas são observadas. O consumidor busca e acompanha informações”, ressalta Gussoni.

Empresa é reconhecida nacionalmente no setor em que atua

Empresário há 25 anos, Marcos Pergher administra junto com seu irmão Fábio Pergher o grupo Start Química, que é composto por 12 empresas que atuam no setor de limpeza com mais de mil e quinhentos itens. Atende vários estados do Brasil gerando em média mil e setecentos empregos diretos e indiretos. Já está com projeto de expansão onde planeja atender o setor de cosméticos e nos próximos três anos se instalar em uma área nova adquirida no final de 2012.

Pergher fala da importância de uma marca para a imagem das empresas e comenta sobre a relevância da mídia. Ele conta que investe com frequência em vários tipos de mídia, tanto para divulgar a marca Start em campanhas nacionais, como para reforçá-la. Inclusive ele lembra que a empresa costuma estar em evidência, presente em eventos sociais e diversos tipos de veículos de comunicação, como em mídias esportivas através de patrocínios.  “Investimos muito em mídia porque sabemos que a grande força da empresa é a marca e que através dela conquistamos credibilidade. Atualmente utilizamos mídias televisivas e mídias impressas do segmento, principalmente as de maior relevância no Brasil. O retorno tem sido positivo, através de alguns produtos estamos entre as marcas que são lembradas nacionalmente”, afirma.

Além do reforço da marca a empresa se preocupa também com a qualidade do produto e com os clientes. Pergher explica que para atender bem o cliente é preciso que seja feito um trabalho forte nos pontos de vendas, mostrando o diferencial do produto. “Oferecemos variedade e qualidade, somos uma empresa inovadora, com o maior mix de produtos de limpeza do Brasil, são mais de mil e quinhentos itens. Mostramos o quanto nosso produto é bom porque não abrimos mão de manter a qualidade. O consumidor quer algo que seja bom e conhecido, um produto que tenha credibilidade”.

O empresário afirma que para ter sucesso, é necessário ter uma boa equipe de marketing, finanças, comercial, recursos humanos, logística, onde todos os departamentos trabalhem de maneira integrada. “Não existe fórmula para o sucesso, mas acredito em princípio empresarial, no constante investimento no próprio negócio. Nossas empresas trabalham em sinergia, também incluímos dedicação, persistência, acompanhamento e não perdemos o foco, para não tirar a energia vital da empresa. Mesmo quando a empresa estiver consolidada, não se pode parar de investir nela”, ressalta.

Sustentabilidade gera vantagem competitiva

Quem trabalha com marketing normalmente monitora o mercado com frequência e acompanha as mudanças que podem influenciar seus negócios e também as novidades. Uma das tendências do marketing para 2013 que está em evidência é a questão da sustentabilidade.

Com experiência de mais de sete anos de atuação em Marketing e Comunicação Empresarial, especialista em Gestão Avançada de Negócios, Marcos Antônio Fernandes Teixeira, que trabalha como consultor de negócios na Susthenta Inovação em Comunicação, fala sobre sustentabilidade.

“A tendência das empresas é a de se preocupar com questões sustentáveis e o conceito de sustentabilidade é baseado no tripple bottom line, ou tripé da sustentabilidade, que visa atingir efetivos resultados em três dimensões: viabilidade econômica, justiça social e equilíbrio ambiental. Este posicionamento empresarial é cada vez mais valorizado por seus acionistas, colaboradores, clientes e a própria comunidade”, explica Marcos Teixeira.

O consultor afirma que para a empresa ser considerada economicamente viável precisa ter produtos de boa qualidade, preços acessíveis, melhores lucros, trazendo automaticamente a perenidade.  “Empresários focados em acabar com a concorrência ou em colocar preços exorbitantes para capitalizar, estão fadados a interromper suas atividades, mas aqueles que conseguem administrar os custos de produção, custos do relacionamento com o cliente e ainda conseguem obter melhores lucros, vão se destacar”.

Em relação à justiça social, Teixeira diz que atualmente não basta se preocupar com a responsabilidade social, a empresa tem que buscar soluções que possam contribuir para o desenvolvimento da sociedade. É preciso inserir ações que reflitam na comunidade. “Fazer justiça social não é mais a relação da empresa com a sociedade, mas a sociedade com profundidade. Assim essa sociedade passa a advogar a favor da empresa nos momentos de crise. Essa comunidade que teve a justiça social promovida faz com que a empresa tenha o diferencial competitivo”, ressalta.

Quanto ao equilíbrio ambiental, ele explica que também é necessário avaliar o lado comportamental, que seria a parte interna da empresa. “É necessário ter dentro das organizações uma educação ambiental que as pessoas repliquem nas suas casas, para que elas vejam a empresa como uma referência. É importante traduzir de maneira simples essa atuação socialmente correta para que a comunidade tenha melhor prática”.

No âmbito externo, essa tendência à sustentabilidade já reflete nos negócios, no mercado financeiro, os bancos oferecem taxas mais atrativas para empresas que trabalham com processos produtivos sustentáveis. “Ao fechar negócios ou firmar parcerias, quem segue esse padrão de sustentabilidade opta por empresas que tenham o mesmo perfil, que estejam atuando de maneira sustentável, possibilitando vantagem competitiva”, conclui Teixeira.

Instituição financeira se destaca em meio ao mercado desafiador

Apesar de atuar em um setor de constante mudança e muito competitivo, Augusta Maria Mendes Mota, diretora da Mota Serviços, empresa que está no mercado financeiro há 13 anos, dribla os desafios e atende todo o estado de Minas Gerais com cento e vinte lojas.

A empresária conta que no mercado financeiro o que ela mais encontra é desafio, porque é um setor que oscila muito, mas diz estar preparada para as mudanças. Ela diz que para ter bons resultados envolvem fatores importantes como ter controle de investimento, acompanhar receitas e despesas, se preparar com recursos, ter estrutura para superar fases difíceis. “A empresa tem que ter o olho do dono junto. Nesse setor tem muitas empresas que abrem e fecham as portas rapidamente, que fazem promessas e não cumprem, então elas precisam saber com quem estão trabalhando. Nossa empresa auxilia os clientes da concorrência que fecharam as portas. Temos um nome que é referência e foi conquistado com muito trabalho. Se sairmos do padrão nós perdemos, é uma conquista diária”.

Para auxiliar na divulgação do nome da empresa e para monitorar o mercado, Augusta investe em uma equipe de marketing. “Acreditamos que o marketing é a alma da empresa, temos um departamento especialmente para isso, porque é muito importante que o cliente tenha confiança na organização, para que desperte nele a certeza de que está lidando com uma instituição séria. A função do marketing na nossa empresa é a de mostrar o que somos”, afirma Augusta.

Investidora nos projetos esportivos do Uberlândia Esporte, Uberaba Sport e Clube Atlético Patrocinense pela Mota Serviços – Banco BMG, Augusta destaca a importância da responsabilidade social: “fazemos patrocínios para o esporte porque é uma forma de tirar as pessoas da rua e diminuir a violência, assumir o nosso papel social. Outro investimento de real importância é na educação, onde anualmente fazemos premiações às crianças do primeiro e segundo grau que participam dos concursos promovidos e sempre patrocinados pela Mota Serviços”.

Outro fator relevante para a empresária são os colaboradores. Ela conta que investe nos funcionários e agentes, trabalhando a motivação, além de oferecer premiações significativas. “A motivação é muito importante, fazemos campanhas para os funcionários porque eles merecem o reconhecimento. No último ano distribuímos mais de cem mil reais em prêmios, que foram entregues em uma festa fantástica no mês de dezembro”, afirma Augusta.

Empresário fideliza clientes com prestação de serviço

Com seu banco de ideias criativas e bem sucedidas, Odomires Mendes de Paula já idealizou e participou da criação de projetos que contribuíram para a benfeitoria da cidade de Uberlândia. Ele fundou o Vila Olímpica, foi responsável pela criação do Bairro São Jorge, sócio fundador do Hospital do Triângulo e do PLAM (Plano de Assistência Médica). Atualmente é sócio-majoritário do Liverpool e do Tangará Country Clube, que se destacam no mercado.

Odomires fala sobre a importância de identificar a necessidade do cliente e explica como o Tangará Country Clube se destacou em relação aos demais clubes que foram lançados na mesma época e permanece há 33 anos.

“Na inauguração do Clube o grande atrativo foi o bosque, composto por uma reserva da mata atlântica com a extensão de sessenta mil metros quadrados e nascentes centenárias de águas. Hoje nos preocupamos em atender as necessidades dos associados e fazermos ações diferentes. Dentre os diferenciais temos o estacionamento de onze mil metros quadrados, que inclusive acaba de receber recapeamento asfáltico, farmácia que vende medicamentos a preço de custo para os associados. Disponibilizamos de convênio médico com consulta a preço baixo com mais de 50 médicos conveniados. Temos convênios com clubes fora de Uberlândia com descontos de até 50%”. Odomires conta que é essencial ter um olhar voltado para os clientes com a iniciativa de identificar o que eles querem além de oferecer serviços e comodidades a todos. “Oferecemos uma gama de prestações de serviços e fazemos promoções, recreações e eventos. Nos preocupamos com a satisfação dos associados que são os clientes do Tangará”, afirma.

O empresário explica que o marketing é necessário para todo tipo de negócio, que é uma maneira das empresas divulgarem seus produtos, serviços e marcas, mas, lembra que é um conjunto de ações, como pesquisar mercado, identificar o concorrente, se preocupar com a qualidade do produto, do ponto de venda, com a entrega da mercadoria e principalmente do atendimento. Odomires ressalta a importância do investimento em motivação e treinamento dos colaboradores. “Para melhorar o nível da qualidade do atendimento, as empresas precisam treinar e motivar seus funcionários constantemente porque o mercado está carente nesse aspecto. Para que essas ações sejam colocadas em prática de maneira eficaz, é necessário investimento em marketing, e quem não se atentar a isso dificilmente terá sucesso”.

Nota-se a amplitude do marketing e o quanto suas ferramentas podem ser usadas a favor das pessoas e das organizações. Cada um a sua maneira, mas que as utilizam estrategicamente, seja para entender o setor em que atua, para identificar o público, promover seus produtos e posicionar suas marcas.

APP atua com responsabilidade social

A propaganda é umas dessas ferramentas de comunicação utilizadas pelo marketing. Para falar sobre esse assunto, o vice-presidente da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda), Carlos Magno Ribeiro D’armada, conta o que a Associação proporciona para esse setor e como está a estimativa de investimento em propaganda, na cidade de Uberlândia. A APP foi fundada no Brasil em 1937 e há 12 anos instalou sua sede em Uberlândia, hoje consolidada como uma das mais importantes entidades de classe da região atendendo mais de 100 associados de todo o setor da propaganda.

“Atualmente representamos associados em todos os veículos de comunicação da cidade. Atendemos em média 80% das produtoras de áudio e vídeo, 70% dos veículos de comunicação e 65% das agências de publicidade, além de um número expressivo de fornecedores que estão na APP. Temos ainda os sócios efetivos (profissionais autônomos) e estudantes, mas o número que prefiro destacar é a participação ativa de 20 a 30% dos associados em nossas reuniões quinzenais e em todos os projetos”.

Além de atender e representar os associados, a APP desenvolve projetos diferenciados para a interação dos profissionais de propaganda. Segundo D’armada, a Instituição traz benefícios para os que atuam nesse meio, os quais são bem planejados visando o relacionamento e a interação através de campanhas institucionais e sociais, como também eventos inovadores que favorecem a troca de experiências, a profissionalização e o crescimento desse setor.

A APP oferece ciclos de palestras e treinamentos, núcleos de agências, informações sobre o segmento, explicativos de como contratar uma agência e como pesquisar dados salariais, promove encontros como Café com Negócios, feijoadas, churrascos, happy nights, almoços executivos, entre outros, além de disponibilizar conteúdos informativos através dos veículos de comunicação como TV APP, portal e blog, redes sociais, revista e coluna Canto do Galo.

A entidade também se preocupa em firmar parcerias e relacionamentos com outras instituições como FIEMG, ACIUB, CDL, ANCHAM, SEBRAE, Sindicato Rural, UCVB, além da presença em ações junto com os poderes públicos municipais e estaduais. Inclusive a APP está trabalhando junto com o SEBRAE/MG na realização do projeto EMCOM (Empreendedorismo na Comunicação), que foi implantado em 2013 com duração de três anos. O objetivo desse projeto é focar no desenvolvimento do negócio da indústria de comunicação em Uberlândia. Essa parceria foi apresentada aos associados em Novembro de 2012, onde o SEBRAE diagnosticou como deve ser feito todo o processo de ações que visa melhorar o relacionamento operacional entre agências, veículos, fornecedores e anunciantes. Além de orientar através de palestras, debates e encontros de negócios. “Essa parceria contribui muito para a APP e para o setor de comunicação, porque nos possibilita uma visão diferenciada da gestão interna desse relacionamento entre agências e a parte operacional. Além de orientar, o SEBRAE também disponibilizará recursos financeiros durante esses três anos para que esse projeto seja desenvolvido”, afirma D’armada.

A APP também se preocupa com os consumidores, a exemplo disso, D’armada conta sobre o projeto social que possibilitou prêmios para a associação. “Nosso grande ‘case’ de sucesso é a campanha de responsabilidade social Compra Consciente, que além de levar informação e orientar o consumidor, foi adotada por outras APP’s no Brasil e já ganhou dois prêmios de grande destaque”.

O projeto Compra Consciente visa orientar as pessoas para que elas não caiam no consumo exagerado. Ele foi idealizado pela diretora de Responsabilidade Social da APP, Helen Novaes junto com Rosane Lucho, que compõe o núcleo diretor.

Dentre os temas que foram abordados, os que foram destaque e contribuíram para a premiação da APP foram: Desperdício de Alimentos, campanha veiculada em 2012, mas que foi reconhecida através de premiação no início de 2013 pelo programa Fast Vídeo em Ribeirão Preto; e o tema Controle Financeiro Familiar que foi responsável pelo reconhecimento de uma campanha veiculada em 2012. Esse tema proporcionou à APP, na categoria Responsabilidade Social, o prêmio Tubal Siqueira, que é uma iniciativa da TV Integração. A cerimônia ocorreu no dia 22 de maio desse ano, em sua oitava edição no Center Convention.

Quanto à estimativa de investimento em marketing e propaganda na cidade, D’armada diz que periodicamente e criteriosamente, de 20 a 25% das empresas de médio e grande porte de Uberlândia investem em ações de marketing. O negócio da propaganda movimenta na cidade sete milhões e vinte mil reais por mês, distribuídos em veículos de comunicação como TV, rádio, outdoor, jornais, revistas, produção (áudio, vídeo, fotos e impressos) e agências (criação, produção e honorários), que significa menos da metade da média nacional.

“Temos grandes empresas em nosso mercado que não investem nada em ações de marketing. Apenas no distrito industrial são inúmeras multinacionais que não fazem nem um anúncio para o aniversário da cidade. Temos também o que chamo de “gigantes adormecidos”, empresas estagnadas que estão sendo engolidas pelo mercado e não fazem nada, não tomam atitude e parece que estão em estado terminal em seu ciclo de vida. Mas o melhor é ver marcas locais que são destaques em pesquisas, que enfrentam concorrentes nacionais sem medo, que crescem em participação de mercado e dão uma verdadeira lição que investir em marketing dá resultado”, conclui D’armada.

De acordo com os depoimentos, conclui-se que os empresários e as pessoas bem sucedidas estão à frente porque investem em marketing e comunicação, algo considerado relevante atualmente, pois além da concorrência, as organizações precisam se preocupar com a satisfação e retenção dos clientes, porque o público consumidor está cada dia mais criterioso e bem informado. Há a necessidade também de se preparar para atender esse público, de maneira a pensar nos colaboradores, porque ao trabalhar com pessoas motivadas e com equipes preparadas, acontece algo inimitável: a vantagem competitiva sustentável.

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