Escritor, empresário e amigo visita a Dystak’s

O escritor, empresário e comunicador Celso Venâncio Teixeira Machado, esteve pela primeira vez em 34 anos, visitando a Dystak’s, onde teve oportunidade de ver milhares de fotos em arquivo dos tempos em que era criança, e mesmo no início de seus trabalhos na CTBC, Redice e outros órgãos por onde passou.

No bate papo que manteve com o nosso superintendente Mauro Mendonça, Celso explicou que é natural de Uberlândia, filho de Eduardo de Almeida Machado e Cacilda Conceição Teixeira. Ele teve três irmãos. Albano partiu mais cedo e está morando com Deus. Hoje o nosso entrevistado se espelha muito no irmão Walter Machado. É casado com Rosilei Fereira Machado e tem dois filhos: Taisa Ferreira Machado (publicitária e jornalista na equipe Close) e Pedro Eduardo Machado, que trabalha na área de marketing da Unilever, em São Paulo.

O bate papo

Ao indagarmos sobre sua carreira, Celso afirmou que “as vezes eu me faço esta pergunta e me remeto ao meu pai que era viajante. Eu tinha um fascínio muito grande com as histórias que ele me contava todas as vezes que chegava de viagem. Os relatos dos casos, das pessoas, dos lugares que conhecia. Creio que começou aí minha paixão por ouvir e contar histórias. Além disso, com os bons professores de português que eu tive, (dos quais deveria ter aproveitado mais dos seus talentos) os mestres Tasso Gonçalves de Melo Abreu, José Pires, José Gontijo, Nelson Cupertino esse fascínio foi crescendo. Lembro com saudades e tento colocar em prática aquilo que aprendi com professores que,  mesmo lecionando outras matérias como Eudócio Casasanta Pereira e Orlando Violatti  mostravam a beleza da língua portuguesa. Eu pegava aqueles livros de gramática e ficava lendo as histórias e tudo foi crescendo. Aos 18 anos eu tive a opção de até estudar jornalismo no CEUB em Brasília, estive na capital me inscrevi, pois poderia ter entrado direto, pois já estudava química industrial aqui em Uberlândia. Foi aí que me deu um estalo e pensei: gente se eu sair de Uberlândia neste momento de minha vida, quando eu voltar vou ser mais um e talvez se ficar aqui eu ajudo a fazer parte da história da comunicação desta metrópole”.

Como foi a mudança?

“Eu fazia um jornal meio que escondido na CTBC que era o Teleco e parti para a área de jornalismo empresarial, entidades filantrópicas, recreativas e outros setores. Na época eu trabalhava na área financeira e depois quando surgiu a oportunidade de ter uma assessoria de relações públicas em 1972 dentro do grupo eu fui comandá-la. Depois surgiram outras oportunidades e inclusive com o funcionamento da Redice, uma empresa responsável pelos jornais de empresas e também na venda de telefones para a CTBC, no lançamento de um plano de expansão que a gente não sabia nem quando seriam instalados e eram muito caros. Ali não é para se lamentar, mas foi uma época de muitas dificuldades. Foi aí que aprendemos a fazer. Não tínhamos dinheiro para comprar letra set, tinha que inventar cortando com tesouras, e tudo era reinventado. Com o temperamento difícil, mas muito inteligente o empresário Edson Lúcio de Paula me chamou para atuar dentro da Ubergral, na rua Rodrigues da Cunha, 526. Foi nesta época também que recebi um convite para implantar a FM Paranaíba, onde fui o primeiro diretor. Logo em seguida recebi um convite para voltar para a CTBC na área de assessoria da diretoria e não na comunicação. Mesmo estando fora da área eu continuava com a vontade de comunicar e fizemos a revista da Pousada. Logo em seguida quando o Dr. Ule que deu uma consultoria para o grupo ABC (como na época chamava o grupo Algar) ele entendeu que já deveríamos ter uma empresa de comunicação e eu me prontifiquei a montar. Foi aí que surgiu oficialmente a primeira empresa de propaganda em Uberlândia: a ABC Propaganda, onde fiquei por 20 anos. Considero que foi uma faculdade de propaganda que formou tantos e bons profissionais aqui na cidade. Em seguida estive como diretor do já, Grupo Algar, que foi outra escola e paralelo em 1989 nós montamos a Close que era uma empresa de vídeos para convenções. Era uma empresa sob a responsabilidade de minha esposa Rosilei Ferreira Machado, que era a diretora, após ter desenvolvido um bom trabalho no Grupo Martins. A Close cresceu muito rapidamente e criou um caminho solo. Em 2010 eu deixei a Algar, fui para a Unialgar onde fiquei por quatro anos, quando passei a me dedicar mais aos projetos de vídeos e impressos. Um dos destaques é o programa Uberlândia de Hoje e Sempre que é o programa de maior durabilidade da televisão brasileira focado exclusivamente na história e na memória de uma cidade. Tivemos a oportunidade de fazer também em impresso com publicação semestral e está no sétimo ano que é o Almanaque Uberlândia de Ontem e Sempre, aliando sempre a alguns documentários como Tons de Cora, sobre a dona Cora Pavan Caparelli; o Algodão de Espelhos sobre o governador Rondon Pacheco; os 25 anos do Só Prá Contrariar; outro sobre o Tubal Vilela; um sobre o Dr. Luiz Alberto Garcia e mais recentemente este do senhor Virgílio Galassi. Paralelo a isto iniciamos um programa focado na Cultura Mineira, O Simplesmente Minas, um projeto que todas as matérias passaram a ser conduzidas e apresentadas por mim. É isto um pouco do poeta apaixonado por Uberlândia, como diz o meu amigo Jaime Troiano, um engenheiro de histórias”.

Algum agradecimento

“Sou muito grato a meus pais que me ensinaram tudo. E sou muito grato àquela que considero minha outra família, a Garcia. Hoje se sou o que sou eu devo muito a eles. Sou muito grato à minha esposa, meus filhos e todos aqueles que de uma forma ou outra me incentivaram com seu apoio. Eu sempre falo e repito que na verdade se tenho algum mérito na área da comunicação é porque sempre consegui atrair pessoas mais competentes do que eu para desenvolver os projetos que tenho em mente. Agora, tem pessoas que se formos citar o caderno fica grande, mas tem algumas que são mais marcantes entre todas elas e aqui fica o meu muito obrigado ao Sr.  Oranides Borges do Nascimento, Cícero Naves de Ávila, Carlos Viola, Wilson Luiz da Costa, Virgílio Galassi e Mário Grossi que tiveram e tem pra mim uma importância fundamental na vida. Sou muito grato a todos que, de uma forma ou outra interagiram comigo em toda minha jornada, aos que fizeram parte da ABC Propaganda e da Close, sendo que muitos ainda fazem parte dela. Também aos meus companheiros de racha pela tolerância no futebol. Aos que me dedicam algo tão valioso que é o seu tempo na leitura das minhas crônicas. Finalizando não posso deixar de falar do meu irmão Walter Machado que é meu defensor e parceiro em todos os momentos. A vocês da Dystak’s também o nosso muito obrigado por divulgar um pouco daquilo que produzimos. E pelo trabalho de manter viva e dar vida aos relatos da nossa cidade”.

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