Dr. Badue Morum conta a história de saudades do Bueno Brandão  

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No dia 5 de maio de 2015, a Escola Estadual Bueno Brandão, completou seu centenário. Quem conta a história e lembra com saudades o tempo em que estudou ali é o empresário e advogado Dr. Badue Morum Bernardino, um homem de sucesso e que até hoje presta grandes serviços à comunidade.

Ele tem várias histórias de sucesso, mas uma importante é da atual Escola Estadual Bueno Brandão, fundada em 1915.

Foi assim que ele lembrou o tempo em que estudou, os livros que já leu e tudo que sabe sobre uma das mais tradicionais escolas de Uberlândia, sintetizando que “o Bueno Brandão, como escola pública, sempre foi muito requisitada pelas famílias de Uberlândia. Eu morava na Floriano Peixoto, 615, e juntamente com meus irmãos estudamos ali. Quando eu entrei lá, São Pedro do Uberabinha tinha 26 anos e ganhamos de presente do governador do estado, o Bueno Brandão. Entrei na escola em 1944 e em 1947, concluí o curso primário. A minha passagem pela escola foi muito feliz e saudável. Aprendi muita coisa, como aulas de cidadania, comportamento, respeito as pessoas e fraternidade, o que considero muito importante. O sobressaiu de tudo isso é a trajetória do Bueno Brandão na vida de Uberlândia, na época São Pedro do Uberabinha. Só em outubro de 1929, é que a cidade passou a se chamar Uberlândia. A cidade era pacata, com pouco desenvolvimento e um grupo de empreendedores lutando para que houvesse mudança nas coisas da região. Na época esteve aqui o governador Julio Bueno Brandão, antes de sua eleição para o Senado da República, e com a força total a cidade passou a ter este desenvolvimento que até hoje causa inveja aos demais municípios brasileiros. Vale acrescentar que quando foi construído o Bueno Brandão ficava na Praça dos Bambús, hoje praça Tubal Vilela, em homenagem a uma pessoa que ajudou construir a cidade e algumas de suas empresas ainda prosperam e geram empregos em toda a região. As lideranças nunca se acomodavam e o crescimento da cidade era permanente, como acontece até os dias de hoje”, afirmou.

A nossa reportagem procurou se inteirar mais sobre a Escola Bueno Brandão e o Dr. Badue, disse: “eu entrei para estudar no Bueno Brandão, em 1944 onde fiquei até 1947. Tivemos um relacionamento muito bom com a Escola, corpo diretivo, professoras, inclusive tendo o privilégio de ser chamado algumas vezes para representar a escola. É bom que se diga e faço questão que isto fique registrado, a nossa homenagem aos saudosos professores e diretores.

Lembro com saudades das diretoras. Inclusive hoje faço homenagens a Professora Judite Moreira, Professora Olga Cunha, Lurdes de Carvalho e Glória Altafim, esta última que não foi de minha época, mas como ex-aluno acabamos por ter algumas ações em conjunto. Lembro muito da professora Olímpia Segadães (4º ano primário). Uma assessora de grandes lembranças é a professora Florispina Cardoso, que quando eu ia fazer alguma representação em nome da Escola, ela era a minha orientadora. Tenho grande saudade também da professora Maria de Lurdes Pereira Barbosa, dona Lurdinha, e as vezes conversamos por telefone. São muitas as professoras que se destacavam na época e hoje os seus familiares devem se orgulhar de tudo que foi feito na ocasião. Em nome das professoras Lúcia Matos, Hercília Mota, Manuelita Mota, as irmãs Carmem e Joana Sales, Edite Costa Pereira, Ilda Carrijo, Edite Pires, uma professora que lembro especialmente pelo sotaque nordestino, deixo minhas homenagens saudosas. Hoje não posso deixar de cumprimentar também aos que passaram neste centenário e aos atuais membros dos corpos docente e dicente, da Escola Estadual Bueno Brandão, que sempre dão vida a entidade que é um orgulho para Uberlândia.

Outra felicidade dentro do Bueno Brandão, foi o respeito que recebi de todos os colegas, sendo o orador da turma, na festa inesquecível no Cine Teatro Uberlândia, cedido por um dos pioneiros do progresso da cidade, o saudoso Nicomedes Alves dos Santos. Esta formatura foi no dia 6 de dezembro de 1947. O nosso paraninfo foi outro grande homem público, prefeito da época, Dr. Cleanto Vieira Gonçalves.

Após este fato Uberlândia, foi ganhando status de Cidade Universitária, uma vez que as faculdades foram chegando e hoje é tudo isso que estamos vendo na educação, grande prioridade no desenvolvimento de Uberlândia. Uma coisa que não esqueço é que em 1965, quando se deu o cinqüentenário do Bueno Brandão, eu tive a honra de ser lembrado pela saudosa diretora Glória Altafim, esposa do Dr. Juarez Altafim, ex-reitor da Universidade Federal de Uberlândia, para ser o palestrante como ex aluno na TV Triângulo – Canal 8, no programa do Dantas Ruas. Fui, falei e contei sempre com colaborações valiosas da saudosa professora Juvenília dos Santos, mãe do Dr. Homero Santos, deputado federal, e tive um grande sucesso graças a Deus. Foram 50 anos que eu participei como ex-aluno e convidado. Em 1968/69, eu já distante do Bueno Brandão, recebi convite para participar da PACO, associação de pais, alunos e professores da Escola. Eu como sempre estava presente. Lembro que fui convidado já como bacharel em direito, formado pela Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro, em Uberaba. Tudo acontecia graças ao que aprendi no Bueno Brandão, especialmente como cidadão e como homem. Hoje sinto honrado com o progresso do Bueno Brandão, sua nova edificação, acompanho toda a sua movimentação, seu progresso e acho que a Escola ao longo destes 100 maravilhosos anos, contribuiu de uma forma magistral para a grandeza de Uberlândia. É bom que se diga que a base de uma civilização do grande povo está na educação, e isto foi o que as lideranças regionais sempre preocuparam.

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