Coronel Crovato: Simpatia e profissionalismo premiam o militar no quadro da reserva

Em janeiro de 2005, o então Tenente Coronel Dilmar Fernandes Crovato, chegou a Uberlândia, com a missão de comandar o 17º BPM, até então sob ordens do Tenente Coronel Sérgio Ricardo Bueno.

Ficou no cargo até 13 de fevereiro de 2009, quando Coronel, assumiu o cargo de Comandante da 9ª Região da Polícia Militar, que envolve 18 municípios, numa área de 18.000 m2, responsável pelo policiamento com pelotões, companhias e os dois batalhões: 17º e 32º, ambos em Uberlândia. Em sua gestão foram criados os batalhões de Araguari e Ituiutaba. Policial de pulso forte, amante da profissão e sempre ao lado de sua tropa, Dilmar Fernandes Crovato, foi aposentado por tempo de serviço no dia 25 de janeiro de 2014, em ato assinado pelo governador Antônio Anastasia, de conformidade com o artigo 204, parágrafo único, da Lei 5.301/69. Após sua aposentadoria ele começou a cuidar dos afazeres particulares. Tem várias propostas para trabalhar na iniciativa privada, mas ainda não decidiu, mesmo porque segundo afirma, agora chegou à vez de curtir e viver um pouco com a família, passear com a esposa, filhos e visitar parentes que há muito tempo não tem tido contatos. Quer colocar as novidades em dia e dizer aos seus pais, que está com a missão cumprida, o que tem feito também com diversos amigos que conquistou aqui na região.
No dia 13 de fevereiro de 2014, o Coronel Dilmar Fernandes Crovato, visitou as instalações da Dystak’s, mas somente no dia 27, um dia após transferir o comando da 9ª RPM, concordou em nos dar esta entrevista, conversando demoradamente conosco e não poderíamos jamais perder esta grande oportunidade e honra de registrar esta pauta com uma das autoridades que mais contribuiu com a comunidade nos últimos anos, inclusive particularmente com a própria Dystak’s, orientando como policial as ações que deveríamos seguir em oportunidades adversas.
Em síntese apresentamos para nossos leitores o amor que o Coronel tem pelo que fez a frente da Polícia Militar, sua vida particular e o que pretende para o futuro.

Coronel Crovato
O Coronel Dilmar Fernandes Crovato conhecido como Coronel Crovato por toda a sociedade e seus comandados, nasceu em Juiz de Fora (MG), no dia 18 de julho de 1964. É filho de João Crovato e Albertina Fernandes Crovato, e tem mais dois irmãos. Casado com Cristina Aparecida dos Santos Crovato, e tem três filhos Dilmar Phillippe dos Santos Crovato, Gabriel Victor dos Santos Crovato e Thiago Alexandre dos Santos Crovato.
Desde a infância queria entrar para a carreira policial para seguir os passos do avô e do pai, que se aposentaram na Polícia Militar. Passou no concurso e entrou como cadete na Academia, em Belo Horizonte.

A trajetória
Após concluir o curso e chegar à aspirante, foi designado para atuar em Juiz de Fora, sua terra natal, isto em 1986. As patentes foram sendo alteradas por merecimento e o Coronel Crovato, atuou em Juiz de Fora, entrou no 2º Batalhão, onde comandou diversas subunidades, inclusive a Cia. de Missões Especiais, que era ligada a esse mesmo batalhão. Em transferência passou pelo 9º Batalhão, em Barbacena, voltou a Juiz de Fora para comandar a 4ª Cia. de Policiamento Florestal, onde cuidava do trabalho ambiental na Zona da Mata de Minas. Posteriormente ele conta que voltou a Academia para os cursos que são imprescindíveis na carreira, e quando promovido veio comandar o 17º Batalhão em Uberlândia e finalmente assumiu o comando da 9ª Região de Polícia Militar (RPM).

O trabalho na 9ª RPM
“Olha primeiro um desafio. Segundo uma honra, um privilégio em comandar uma das regiões mais importantes do Estado, abrangendo 18.000 km2, confrontando com importantes estados da Federação e as mais importantes cidades. Para realizar este trabalho tivemos que contar com um contingente sério, comprometidos policiais que sempre se envolveram com muita competência em cada ação que os casos mereciam. Este número significativo demonstra primeiro que comandar, e liderar uma equipe de grandes profissionais, presentes em todas as cidades, em alguns distritos aqui da nossa região, necessita de muito esforço. É uma região importante pela sua pujança, pelo seu caráter econômico, pelo seu caráter desenvolvimentista, de seu crescimento expressivo. Isto é um desafio. Todo gestor de segurança pública busca um trabalho realmente qualificado, e nós conseguimos dividir esse trabalho com grandes lideranças, com grandes profissionais e hoje posso dizer que saio do comando no sentimento do dever cumprido. Dediquei-me, e doei, não só aqui mais por todos os lugares que passei dentro da Polícia Militar. Tenho uma coleção de amigos. Isso para mim é fundamental, e é o que me valoriza. Sou de uma geração familiar. É a terceira geração da família dentro da instituição. Meu pai e meu avô também foram policiais militares e me ensinaram a sentir esse amor que tenho pela instituição, essa vocação que herdei deles”, afirmou Crovato.

O futuro
“Hoje estou no quadro da reserva da Polícia Militar e escolhemos Uberlândia para viver. Acho que a cidade por si só já mostra a qualidade de vida, a beleza e naturalmente eu me adaptei a ela. São nove anos que eu convivo aqui. Meus filhos também se adaptaram, até mesmo com suas relações de amizades, e a minha esposa, além da parte profissional, fez grandes amizades aqui. Então eu permaneço em Uberlândia, porque adotei esse lugar, como sendo a minha cidade e espero poder ainda contribuir com o crescimento e desenvolvimento de Uberlândia por muitos anos”.

A comunidade uberlandense está sentindo a saída do Coronel Crovato para o quadro da reserva e sobre isto ele afirmou que é um momento de muita emoção.
“Olha Mauro eu me recordo há 30 anos, quando entrei nessa instituição. A única certeza que tinha, era a vocação e o desejo de bem servir a comunidade. Havia muita expectativa e muita ansiedade. Não foi uma trajetória simples. Tivemos sim alguns obstáculos. Foi necessário superá-los, transpô-los e agora é um momento que eu confesso para você, em que tese a preparação que eu achava que vinha fazendo, e sabendo que nesse momento acabamos reunindo muitas emoções. Emoção porque o que você gosta de fazer o que você se doa e é uma mudança considerável. Essa questão de você estar sempre com a comunidade buscando desenvolver um trabalho em prol das pessoas mexe muito com o seu interior. Agora desejo sucesso ao meu sucessor, desejo que a minha equipe continue brilhando, continue tendo esse sucesso, porque eu levarei comigo os bons momentos, as boas ações, os contatos comunitários que fiz as relações de amizades, e a certeza de que busquei ao máximo produzir um trabalho que fosse significativo para minha instituição, que a valorizasse, para que os meus profissionais pudessem ter a certeza e aquela consciência de que fizeram o melhor. Eu tenho também o orgulho pessoal. Foram diversas ações em operações de situações muito complexas. Quem esteve sobre o meu comando diretamente, ou de uma forma indireta, fez ações difíceis. Graças a Deus, nunca perdi nenhum militar, não tive que enterrar nenhum companheiro, e se isso ocorreu, foi por acidente de trânsito, por outros fatores, mais não referente ao enfrentamento a criminalidade. E outro fator que destaco, é que em cada ação que realizei, nenhum companheiro se viu diante das raias da justiça por cometimento de qualquer arbítrio ou ilegalidade e faço isso porque sempre me portei dentro dos aspectos da legalidade, da legitimidade e do respeito às pessoas e principalmente dos profissionais que trabalhei”.

Na vida civil, a comunidade vai poder contar com o Cel. Crovato?
“Tudo o que consegui na vida em termos profissionais, tive o aval das comunidades por onde passei e esse sacerdote, deixa de ser nativo da Polícia Militar, mas não como pessoa. Então as pessoas que por ventura precisarem do Crovato poderão contar e queiram ou não, tenho relações de amizades, relações internas e externas da corporação e acho que é o mínimo que eu posso fazer para as pessoas que me procurarem”.

Muito obrigado Comandante
“Mauro, na verdade quem tem que agradecer sou eu. Acho que você de um conhecimento bem fortuito, de uma brincadeira, de algo assim, surgiu uma amizade sincera, um respeito recíproco e você nesses últimos anos vem testemunhando todos os acontecimentos, as conquistas e os fatos que ocorreram tanto nos ambientes sociais, nos eventos culturais, da Polícia Militar e até nos eventos operacionais que você por incrível que pareça tem um mote dentro da sua revista também abriu espaço para que a Polícia Militar noticiasse. Então agradeço esse respeito, essa consideração que você teve a minha instituição e a minha pessoa em especial. Estarei aqui sempre à disposição, te desejo muito sucesso pessoal, a sua revista, a sua equipe, ao seu filho, que já são um sucesso para Uberlândia. Que continuem brilhando nessa qualidade, nessa desenvoltura que eu acho que ganhamos todos nós que moramos aqui e que vemos Uberlândia sobre outro olhar, sobre outro prisma e reforça toda essa qualidade, todo esse conceito que a cidade merecidamente conquistou”, finalizou o Coronel Dilmar Fernandes Crovato.

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