Classe política perdeu a confiança do eleitorado  

 

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Por Luzia Castelo Branco | Fotos: Arquivo Dystak’s, Assessoria de Imprensa e Alex Ferreira

Quando se trata de eleições o assunto é sempre complexo e gera polêmica, não somente pelas opiniões divergentes com relação a candidatos, mas também no que diz respeito à indecisão, e a insegurança das pessoas sobre o que será melhor para a administração pública tanto do poder executivo como do legislativo municipal, estadual e nacional. Especialmente neste ano que o âmbito político ficou marcado pelos escândalos de corrupção e pelo histórico Impeachment de Dilma Rousseff (PT), processo que não acontecia desde o dia 29 de dezembro de 1992, quando o ex-presidente Fernando Collor (PRN) renunciou ao cargo antes da aprovação do processo de Impeachment.

Durante as eleições de 2016 que aconteceram em 5.568 municípios do país, no primeiro turno, 3.187 municípios ainda votaram pelo sistema sem biometria, 1.541 já pelo sistema biométrico e em 840 ocorreu à votação com a identificação híbrida – cidades nas quais o cadastramento biométrico ainda não é obrigatório. O Brasil tem um eleitorado de 144.088.912, sendo que 46.305.957 votaram pelo sistema biométrico, e 97.782.955 sem biometria.

Vale acrescentar que em Brasília e Fernando de Noronha não ocorre eleições municipais. O eleitorado da ilha de Noronha, não vota no pleito municipal, é um Distrito Estadual, pertencente ao estado do Pernambuco, o único do Brasil, e desta forma não escolhe prefeito nem vereadores. Além de Noronha, os eleitores da capital federal (Brasília) também não votam nas eleições municipais.

De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o número do eleitorado brasileiro aumentou com relação às eleições municipais de 2012, evoluindo de 138.544.348, para 144.088.912 em 2016. Mas o número de abstenção também subiu, o índice no país durante o primeiro turno, foi de 17,58% o que equivale a 25.330.431. Após o segundo turno, esse número aumentou para 21,5%. A média de votos nulos também cresceu comparado as eleições municipais de 2012 que foi de 7% aumentou para 12% em 2016.

Nota-se um reflexo da decepção e da perda de confiança dos brasileiros em relação a alguns candidatos e partidos. Comportamento que chamou a atenção pelo número de abstenção do eleitorado no primeiro e segundo turno dessas eleições municipais.

No estado de Minas Gerais, o índice de abstenção no primeiro turno foi de 2.875.319 em um eleitorado de 15.692.473. Em Belo Horizonte, a soma das abstenções, dos votos nulos e brancos, que foi 741.915 superou o número de votos dos dois candidatos mais bem votados para a prefeitura: João Leite (PSDB) que obteve 395.952 e Alexandre Kalil (PHS), com 314.845, totalizando 710.797 votos. No dia 30 de outubro, Alexandre Kalil (PHS) venceu no segundo turno com 628.050 votos, ganhou de virada de seu concorrente, mas a soma entre votos brancos, nulos e abstenções que foi de 642.050 votos, superou o número que elegeu o prefeito de BH.

Em Uberlândia não foi diferente, dos 478.250 eleitores, local onde tem o maior colégio eleitoral do Triângulo Mineiro, 385.705 pessoas compareceram às urnas, então 92.545 abstiveram. Na votação para prefeito, teve 347.507 votos válidos, 27.282 nulos e 10.916 brancos. Já para o cargo de vereador, foram 338.193 votos válidos, sendo 320.658 nominais e 17.535 de legenda. 27.683 pessoas anularam os votos e 19.829 votaram em branco.

 

A força das mulheres

 

As campanhas de comunicação que foram realizadas pelo TSE e pelos partidos visando incentivar o público feminino a se candidatar, teve um efeito significativo nas eleições desse ano, situação que demonstrou a força das mulheres no meio político. De acordo com o TSE, no primeiro turno das eleições municipais, foram eleitos no país, 57.814 vereadores e 5.487 prefeitos, desses vereadores eleitos, 8.441 são mulheres, sendo que foram eleitas 638 prefeitas e 7.803 vereadoras. Desse total, a maioria – 113 mulheres – tem de 50 a 54 anos, número que diminui em direção às eleitas mais novas ou mais velhas: 107 têm de 45 a 49 anos; 102 estão na faixa de 40 a 44 anos; e 81 têm entre 35 e 39 anos, por exemplo. As faixas etárias de 75 a 79 e de 80 a 84 anos registram apenas uma prefeita eleita cada.

No primeiro turno, o partido que mais elegeu prefeitas foi o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no total de 127, seguido pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com 78 prefeitas. Em seguida vem o Partido social Democrático (PSD), com 73 eleitas. O Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido da República (PR) e o Partido Progressista (PP) elegeram 48 cada. Já o Partido Democrático (DEM) e o Partido Democrático Brasileiro (PDT), 36 cada. As demais prefeitas foram eleitas por outros partidos.

De acordo com a legislação, o segundo turno eleitoral acontece somente nas cidades com mais de 200 mil eleitores. No dia 30 de outubro 57 municípios voltaram às urnas para elegerem seus prefeitos e vice-prefeitos. Dos partidos que disputavam as prefeituras, nessa fase, O PSDB foi o que mais conquistou, foram 14 prefeituras. Os demais conquistaram: PMDB (9), PPS (5), PSB (4), PDT (3), PR (3), PV (3), DEM (2), PRB (2), PSD (2) PTB (2), REDE (2), PCdoB (1), PHS (1), PMB (1), PMN (1), PTN (1) e SD (1). O Partido dos Trabalhadores que com seus candidatos disputava sete prefeituras, não conseguiu eleger nenhum dos seus candidatos no segundo turno, demonstrando o quanto o atual cenário político do país refletiu na decisão do eleitorado.

 

Resultado da votação em Uberlândia Prefeitura e Câmara Municipal

 

Odelmo Leão (PP) foi reeleito como prefeito de Uberlândia com 250.390 votos; Alexandre Andrade (PSB) teve 57.807 votos; Gilmar Machado (PT) 35.727; Cida (PSOL) 1.945 e Gilberto Cunha (PSTU) 1.638.

Dos 684 candidatos que disputaram as 27 cadeiras na Câmara Municipal, cinco não receberam votos.

 

Vereadores eleitos

 

Antônio Carrijo – 5.716 votos; Wender Marques – 5.268 votos; Wilson Pinheiro – 5.146 votos; Baiano – 5.135 votos; Adriano Zago – 4.261 votos; Ismar Prado – 4.184 votos; Doca Mastroiano – 3.972 votos; Rodi – 3.903; Silésio Miranda – 3.796 votos; Michele Bretas – 3.496; Dra. Jussara – 3.402 votos; Roger Dantas – 3.365 votos; Isac Cruz – 3.335 – votos; Helvico Queiroz; Alexandre Nogueira – 3.142 votos; Marcio Nobre – 3.124 votos; Felipe Felps – 2.961 votos; Vilmar Resende – 2.885 votos; Flávia Carvalho – 2.763 votos; Pastor Átila – 2.522 votos; Juliano Modesto – 2.170 votos; Ricardo Santos – 1.921 votos; Thiago Fernandes – 1.907 votos; Ronaldo Alves – 1.880 votos; Pamela Volp – 1.841 votos; Ceará – 1.803 votos e Paulo César – 1.797 votos.

Os eleitos em urnas no pleito de outubro aguardam agora as diplomações no dia 14 de dezembro, e só aí poderão se preparar para suas posses que vão ocorrer no dia 1º de janeiro de 2017.

 

Trajetória de Odelmo Leão

 

Nascido em Uberaba, no dia 26 de maio de 1946, Odelmo tem quatro filhos, Ana Cláudia, Luís Renato, Andrea e Maria Hilda. Ele vive com a sua companheira Ana Paula Procópio Junqueira há 25 anos, que é seu braço direito na vida pessoal, e apoio essencial na carreira política.

Perdeu a mãe muito cedo, foi criado pela avó, Dona Hilda. Seu primeiro trabalho foi aos 13 anos como Office-boy no extinto Banco da Lavoura. Em 1965 serviu o Exército Brasileiro aos 18 anos na 3ª Companhia do 6º Batalhão de Caçadores em Uberlândia.

Aos 20 anos foi subgerente do Banco do Triângulo Mineiro. Para ter-se uma ideia de sua liderança, em 1964 já participava de movimentos sindicais e confrontando com o seu trabalho exercia também atividades na área rural. Aos 29 anos entrou para a diretoria do Sindicato Rural de Uberlândia, chegando à presidência, cargo que exerceu entre 1975 e 1982 Foi também vice-presidente da Federação da Agricultura de Minas Gerais, tendo ocupado por 18 meses a presidência. Na ocasião implantou em Uberlândia o curso de Agronomia da Universidade Federal de Uberlândia.

Aos 44 anos foi eleito deputado Federal pela primeira vez onde com apenas 30 dias passou a ocupar a presidência da Comissão de Agricultura e Política Rural. Na ocasião, teve a oportunidade de ser relator do projeto que regulamentou a Reforma Agrária. Atuou como deputado Federal por cinco mandatos – 1991/2003 e no atual mandato 2015/2018, que vai renunciar, para assumir a Prefeitura Municipal de Uberlândia em janeiro de 2017, junto com o seu vice – Paulo Sérgio (PSD).

Foi líder do Partido Progressista na Câmara dos Deputados por oito anos (1995 a 2002). Atuou como secretário de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimento na administração de Aécio Neves no período 2003/2004. Cargo que deixou em junho para cumprir o prazo de desincompatibilização retornando ao congresso e obtendo o direito de concorrer às eleições de Uberlândia pelo PP.

Odelmo Leão Sobrinho foi eleito pela primeira vez como prefeito de Uberlândia no dia 30 de outubro de 2004, após receber 152. 981 votos, derrotando em segundo turno o então adversário João Bittar que teve 133.210 votos.

Assumiu o executivo local em janeiro de 2005, a solenidade de posse aconteceu em 17 de dezembro de 2004, a Justiça Eleitoral entregou através da diretora do Foro, a juíza Maria das Graças Rocha Santos, os diplomas para Odelmo Leão, Aristides de Freitas, 20 vereadores e 18 suplentes.

Posteriormente Odelmo se reelegeu em outubro de 2008, com 188.581 votos (59%), no primeiro turno, reassumindo o segundo mandato em janeiro de 2009, gestão que liderou até dezembro de 2012, quando encerrou a sua representação a frente da Prefeitura com 92% de aprovação popular, segundo o instituto Ibope.

Uma das coisas que Odelmo preocupou durante os oito anos de gestão 2005/2012 foi atender toda a comunidade que forma o círculo da cidade, abrangendo norte e sul, leste e oeste.

Odelmo Leão é da coligação, Prontos para o trabalho – PP / PSD / PR / DEM / PTB / SD / PSL / PRTB / PROS / PHS / PMB / PPL / PV / PSC / PT do B / PSDB. Será líder do executivo municipal pela terceira vez, agora com resultado mais expressivo, conseguiu 250.390 votos, representando 72,05% dos votos válidos, superando o percentual significativo do candidato Gilmar Machado em outubro de 2012, quando foi eleito a prefeito de Uberlândia com 236.418 votos representando 68,72% do total.

Após o resultado das eleições, Odelmo fez um discurso para os jornalistas, vereadores, e correligionários na sede do partido. Onde apenas fez agradecimentos, a Deus, aos eleitores, colaboradores e políticos, afirmando que está à disposição do povo.

 

Principais prêmios conquistados por Odelmo Leão, durante os mandatos anteriores

a frente da Prefeitura de Uberlândia:

Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar da ONG Ação Fome Zero do Governo Federal por dois anos consecutivos; Troféu Administração Padrão JK concedido pela Federaminas, pela eficiente administração da Prefeitura de Uberlândia; Destaque de Ouro na performance aterro sanitário, concedido pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais; Destaque de Prata no critério melhor performance no tratamento de esgoto, concedido pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais; Diploma ICMS Ecológico, concedido pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais; Prêmio de Destaque Nacional em Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social, concedido pelo Instituto Ambiental Biosfera e do Instituto Brasileiro de Estudos Especializados (Ibrae); Medalha da Ordem do Mérito Legislativo 2008 – Categoria Grande Mérito – na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais; Prêmio Casey Award como reconhecimento internacional pelo apoio ao programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC); Prêmio Prefeito Empreendedor Juscelino Kubitschek, categoria Prêmio Destaque Temático – Médios e Grandes Municípios concedido pelo Sebrae – 2012.

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